A IMPORTÂNCIA DA VITAMINA D


A hipovitaminose D é altamente prevalente e constitui importante problema de saúde em todo o mundo, podendo acometer mais de 90% dos indivíduos, com implicações no desenvolvimento de diversas doenças.

Em geral, a síntese cutânea é a principal fonte de vitamina D, sendo o restante obtido pela alimentação ou pelo uso de suplementos.

A vitamina D é bastante conhecida pela sua função no desenvolvimento e manutenção do tecido ósseo, bem como na manutenção da homeostase
normal do cálcio e fósforo.

Em crianças, a deficiência de vitamina D leva ao retardo do crescimento e raquitismo. Em adultos, a hipovitaminose D leva a osteomalácia, hiperparatiroidismo secundário e, consequentemente, ao aumento da reabsorção óssea, favorecendo a perda de massa óssea e o desenvolvimento
de osteopenia e osteoporose. Fraqueza muscular pode ocorrer, o que contribui para elevar ainda mais o risco de quedas e fraturas ósseas em pacientes com baixa massa óssea.

Porém, evidências recentes sugerem o envolvimento dessa vitamina em diversos processos celulares vitais, na diferenciação e proliferação celular,
secreção hormonal, no sistema imune além de algumas doenças crônicas não transmissíveis.Estudos epidemiológicos mostram uma associação entre hipovitaminose

D com o aumento do risco de doenças crônicas, tais como câncer, doença cardiovascular, Diabetes mellitus tipo 1 e 2 e doenças autoimunes. A deficiência da vitamina D na Doença Cardiovascular constitui novo fator de risco e mortalidade por doenças cardiovasculares.

No Diabetes, estudos demonstraram envolvimento potencial da vitamina D na patogênese do processo inflamatório, na prevenção e controle do Diabetes mellitus tipo 1 e 2.

Foi encontrada importante correlação entre níveis de insolação e mortalidade por alguns tipos de Câncer, assim como a coloração da pele parece estar relacionada ao aumento da prevalência de câncer colo retal, mama e próstata.

A Obesidade também está associada com uma maior prevalência de deficiência da vitamina D, interpretada como um sequestro pelo tecido adiposo. Especula-se que a insuficiência de vitamina D não seja apenas consequência da menor exposição solar em obesos, mas também um dos fatores que desencadeia o acúmulo de gordura corporal.

Evidências sugerem que uma das causas da deficiência de 25-OH Vitamina D possa estar ligada ao depósito de Vitamina D nos adipócitos, diminuindo a sua biodisponibilidade e desenvolvendo uma cascata de reações com aumento da sensação de fome e diminuição do gasto energético. Tal situação também gera aumento nos níveis de PTH, diminuição da sensibilidade a insulina e aumento desproporcional na concentração de cálcio intracelular.

Em indivíduos obesos, as alterações do sistema endócrino da vitamina D, caracterizada por elevados níveis de PTH e da 1,25(OH)2D3 são responsáveis pelo feedback negativo da síntese hepática de 25-OHD3 e pela maior entrada de cálcio intracelular, que pode prejudicar a secreção e a sensibilidade à insulina.

Apesar da 1,25(OH)2D3 ser o metabólito ativo, a avaliação da reserva de Vitamina D de um indivíduo é realizada pela dosagem sérica da 25(OH)D. Há o consenso de que a 25(OH) Vitamina D é o metabólito mais abundante e o melhor indicador para a avaliação do status de Vitamina D, classificando-se os indivíduos como: deficientes, insuficientes ou suficientes em Vitamina D.

O diagnóstico correto da condição de hipovitaminose D e a identificação de fatores de melhora ou piora podem colaborar para a elaboração de estratégias mais eficazes para o tratamento das populações de risco, como idosos e mulheres na pós-menopausa.

Entretanto a confiabilidade do resultado laboratorial só pode ser garantida se determinadas condições forem seguidas à risca, no que diz respeito aos procedimentos pré analítico do teste, coleta, armazenamento, transporte, equipamentos e reagentes utilizados, metodologia aplicada e o pós analítico.
Desta forma mantemos as propriedades biológicas e de dosagem deste pró-hormônio a fim de prover alta correlação clínica.

O Laboratório Santo Antônio realiza a dosagem de vitamina D 25 (OH) por metodologia aprovada internacionalmente e avançados protocolos CMIA para Imunoensaios de micropartículas quimioluminescentes.

Nosso ensaio utiliza calibradores e controles específicos para Vitamina D com curva logística de 6 parâmetros, reagentes europeus e protocolo do Clinical Laboratory and Standards Institute (CLSI), assim como valores de referência reconhecidos, de maior concordância clínica e com o melhor desempenho do mercado em comparação com outros métodos.


Detalhes técnicos que fazem toda a diferença para seu diagnóstico laboratorial.

Fontes:
MAEDA, SS et.al. Recomendações da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) para o diagnóstico e tratamento da hipovitaminose D. Arq. Bras. Endocrinol. Metab. 2014.
National Committee for Clinical Laboratory Standards (NCCLS). Protocols for Determination of Limits of Detection and Limits of Quantitation; EP17-A, 2004.
SCHUCH, NJ et.al. Vitamina D e doenças endocrinometabólicas. Arq. Bras. Endocrinol. Metab. 2009.
WALLACE AM Measurement of 25hydroxuvitamin D in the clinical laboratory: Current procedures, performance characteristics and limitations. Steroids. 2010.